ONU Mulheres seleciona jornalista para interagir com públicos estratégicos via Web

4 Comentários

Jornalista será responsável pela produção e atualização de conteúdo para o site Quebre o Ciclo, divulgação e interação com públicos estratégicos em Redes Sociais. Propostas devem ser enviadas até domingo (25/09)!

Uma ótima oportunidade para quem tem interesse no assunto (gênero e violência contra a mulher) e circula com desenvoltura pelas Redes Sociais (Facebook, Twitter, YouTube, etc.)! A ONU Mulheres Brasil e Cone Sul anunciou hoje a abertura de processo de seleção de jornalista para produzir e atualizar conteúdos para as plataformas digitais do projeto Quebre o Ciclo. A data limite para o envio de propostas (currículo + valor mensal dos serviços) é 25 de setembro de 2011. (veja mais detalhes e links)

A oportunidade exige graduação em Jornalismo e conhecimento das temáticas gênero e violência de gênero, de preferência sobre a Lei Maria da Penha. Também é solicitada experiência comprovada em Redação de veículos de comunicação e/ou na gestão de conteúdos para web, assim como em ferramentas de interatividade em redes sociais (Facebook, Twitter e Youtube).

Ainda, é preciso ter conhecimentos de informática (MS Office), internet e web 2.0 (sites, blogs, redes sociais e newsletters), entre outros requisitos. Para mais detalhes, consulte Termo de Referência. O contratado ou a contratada poderá prestar os serviços no escritório da ONU Mulheres, em Brasília, ou à distância, em período integral, de 1º de outubro de 2011 a 30 de dezembro de 2012.

As pessoas interessadas deverão enviar suas propostas, acompanhadas do formulário Personal History Form preenchido e dos documentos solicitados no edital para giane.boselli@unwomen.org, contendo no assunto da mensagem “Consultoria Jornalista Quebre o Ciclo”.

Objetivo

O objetivo com o Quebre o Ciclo é contribuir para a implementação da Lei Maria da Penha, mediante a disseminação de informações sobre os direitos das mulheres e as formas de violação desses direitos, especialmente em situações de violência doméstica e familiar contra a mulher, e sobre os instrumentos legais disponíveis para prevenir e responder a essa violência. Os públicos estratégicos, que deverão ser alcançados com esse trabalho, são os jovens e os profissionais envolvidos na questão jurídica (Direito).

Confira, a seguir, o perfil profissional desejado para o trabalho:

- Graduação completa em Jornalismo; 
- Conhecimento pleno das temáticas gênero e violência de gênero, de preferência com conhecimentos sobre a Lei Maria da Penha; 
- Experiência comprovada em Redação (veículos de comunicação) e/ou na gestão de conteúdos para web; 
- Capacidade de iniciativa própria, autonomia e liderança; 
- Conhecimentos de informática (MS Office), internet e web 2.0 (sites, blogs, redes sociais e  newsletters); 
- Capacidade plena na administração de websites e conhecimento da gestão de conteúdo na  plataforma WordPress; 
- Experiência na gestão de conteúdos e interatividade em redes sociais, especialmente Facebook, Twitter e Youtube; 
- Experiência na produção de matérias e boletins informativos eletrônicos; 
- Conhecimento do Código de Ética dos Jornalistas. 

Fonte: Assessoria de Comunicação da ONU Mulheres Brasil e Cone Sul


A importância da Comunicação para promover igualdade de condições nas empresas

Deixe um comentário

Igualdade para Mulheres dominou o debate na edição de Setembro do Café Aberje Campinas. Palestrantes relataram experiências sobre ações de Comunicação que contribuem para a busca de igualdade de condições e oportunidades para Mulheres, Gays, Etnias e Pessoas com Necessidades Especiais 

Edição de Setembro do Café Aberje Cps reuniu 120 pessoas no Café Filosófico da CPFL Cultura

Você já parou para pensar sobre a importância do trabalho dos profissionais de Comunicação Corporativa ao estabelecerem, em conjunto com a direção,  a Cultura e/ou as Políticas de Comunicação da empresa no que se refere à Diversidade? Assim como na Imprensa, quando uma notícia é publicada, quando uma empresa torna público sua Política e Ações de Comunicação, ela tem um peso consideravelmente maior, já que passa a figurar como um compromisso. E sabemos que o profissional de Comunicação Corporativa é peça chave na definição do conteúdo e da implementação dessas políticas.

O assunto pautou a edição de Setembro do Café Aberje Campinas, realizado no Café Filosófico da CPFL Cultura (Campinas, SP-Brasil), dia 15, com o tema ‘Diversidade e Gestão da Comunicação’. O evento contou com a participação de 120 pessoas e cinco palestrantes que trouxeram colaborações diversas e muito interessantes sobre suas experiências. Embora o tema fosse mais abrangente, a questão da igualdade para a mulher dominou o debate, seguido pelas questões raciais, de homossexuais e dos portadores de necessidades especiais.

Promover o respeito às diferenças e, ao mesmo tempo, proporcionar condições de igualdade para que Todos e Todas possam ter acesso às oportunidades é o que se espera das empresas, tanto no relacionamento com seu público interno (colaboradores) como com os externos (clientes, fornecedores, parceiros e prestadores de serviços). Basicamente, essa é a proposta da ONU Mulheres, entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres. Esse poder nada mais é do que condição de igualdade em relação aos homens.

Poder para as Mulheres

O motivo é simples, enquanto a mulher não tiver Poder para conciliar suas atividades familiares com as profissionais; Poder para conseguir tempo para estudar mais e melhor se preparar para o mercado de trabalho; Poder para cuidar da sua saúde e da saúde de seus filhos; Poder para ter acesso a apoios e financiamentos bancários que viabilizem os seus empreendimentos, entre outros fatores, ela não terá o Poder de comandar sua própria vida, pessoal e profissional, e de gerenciá-la de maneira a beneficiar a si, aos seus filhos e familiares e, por consequência, contribuir significativamente para o crescimento econômico do seu país.

É. Demorou, mas parece que agora as autoridades (políticas e econômicas) percebem o quanto a Economia perde ao não aproveitar todo o potencial das mulheres no mercado de trabalho.  “O presidente do Banco Mundial disse, ontem mesmo, que não há avanço possível para o mundo enquanto não houver igualdade de gênero. Estamos no limite”, contou Isabel Clavelin, assessora de Comunicação da ONU Mulheres- Oficina Regional para o Brasil e Cone Sul, uma das palestrantes do Café Aberje Campinas. Segundo ela, o Banco Mundial divulgará, nos próximos dias, um relatório sobre o assunto.

Alguns dados interessantes relatados por Isabel dão conta de que, desde que o início das atividades da ONU Mulheres, em janeiro deste ano, 170 empresas já firmaram com a entidade parcerias para criar políticas de empoderamento das mulheres. Dessas empresas, 30% são brasileiras. Ela considera que o grande desafio dos comunicadores é ter a compreensão do que se passa nas empresas, identificar as necessidades e dificuldades das mulheres e traduzir isso, com a linguagem adequada, a todos os públicos, e exemplifica: “Fizemos, recentemente, um curso para jornalistas sobre como essa questão de gênero é abordada muitas vezes inadequadamente nas reportagens, e eles mostraram-se dispostos a rever suas práticas”.

Isabel mencionou um estudo realizado pelo Instituto Ethos e IBOPE, em 2010, sobre o perfil social, racial e de gênero dos funcionários e dirigentes das 500 maiores empresas do Brasil. Conforme esse estudo, observa-se que a participação feminina é de 13,7% no topo da pirâmide/ cargos de comando (um crescimento de 2,2% em relação à 2007). Já as mulheres negras ocupam apenas 0,5% dos cargos de comando.  No setor de Comunicação das empresas, a pesquisa ‘Comunicação Corporativa nas Organizações’, realizada pela Aberje, em parceria com Valor Econômico, em 2008, indica que a situação é mais igualitária. A pesquisa apontou que 59% das pessoas que responderam às questões nos departamentos de Comunicação das empresas são mulheres e que “homens e mulheres dividem os cargos de gerência”, sem indicar números.

Algumas experiências…

Palestrantes, da esquerda para a direita: José Roberto (Santander), Anna Paula (Dow América Latina), Hélio (IBD), Isabel (ONU Mulheres) e Rozália (C&A Brasil)

Outros palestrantes do evento relataram suas experiências. Anna Paula Dacar, diretora Comercial e de Desenvolvimento de Novos Negócios para Materiais Especiais da Dow América Latina, contou sobre o trabalho realizado na empresa, através de grupos de voluntários, para detectar e apoiar potencialidades de funcionários mulheres, negros e portadores de necessidades especiais. “O objetivo é promover uma mudança na cultura organizacional. Percebemos que mulheres na liderança são o pilar do nosso crescimento e sucesso no mercado”, disse ela.

Já a gerente de Comunicação Corporativa da C&A Brasil, Rozália Del Gáudio, mencionou o fato da rede de lojas ter sido a primeira no Brasil a ter um garoto propaganda negro, o Sebastian; o programa Portas Abertas, que disponibiliza vagas para portadores de necessidades especiais; de terem, entre seus funcionários, a maioria de mulheres (70%); a concessão (neste ano) do benefício de convênio médico aos companheiros de funcionários homossexuais, reconhecendo-os como casais; entre outras iniciativas.

José Roberto Cavallin, superintendente executivo da área de Educação Corporativa, Diversidade e Qualidade de Vida do Banco Santander, disse que essa questão de gênero não está na cultura do Banco, assim como não está na cultura da sociedade brasileira, mas está, sim, no posicionamento estratégico do Banco, que tem entre seus principais públicos as correntistas. “Percebemos que as mulheres, em geral, são mais conservadoras, costumam pagar suas contas em dia, e isso influencia positivamente na análise de risco para conceder um empréstimo, por exemplo. Percebemos que elas querem ser tratadas como iguais, sem diferenciação em relação aos homens”, disse ele.

Por essa razão, segundo ele, o Banco tem ações dirigidas às clientes mulheres, mas não são específicas nem explicitadas, como a abordagem de temas relacionados em Blog do qual participam, através da Editora Abril. Internamente, o Banco oferece apoio à gestante e postos de amamentação nas agências, entre outras ações. José contou que o Banco tem 58% de mulheres entre seus funcionários e 40% de mulheres nos cargos de gerência.

O preconceito invisível

Respondendo a uma pergunta da plateia sobre como lidar com a invisibilidade do preconceito nas empresas, Hélio Santos, Presidente do Instituto Brasileiro da Diversidade/IBD, estudioso do assunto e atuante no Movimento Negro, disse: “O que não é visto, não pode ser eliminado (…) A responsabilidade social corporativa não pode ser só um slogan. Caminhamos para a Sustentabilidade Moral nesse País (…) Esse discurso de riqueza cultural é muito da boca para fora, precisamos fazer valer isso. Os consumidores tendem a exigir das empresas respostas de ações morais (…)”.