A importância da Comunicação para promover igualdade de condições nas empresas

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Igualdade para Mulheres dominou o debate na edição de Setembro do Café Aberje Campinas. Palestrantes relataram experiências sobre ações de Comunicação que contribuem para a busca de igualdade de condições e oportunidades para Mulheres, Gays, Etnias e Pessoas com Necessidades Especiais 

Edição de Setembro do Café Aberje Cps reuniu 120 pessoas no Café Filosófico da CPFL Cultura

Você já parou para pensar sobre a importância do trabalho dos profissionais de Comunicação Corporativa ao estabelecerem, em conjunto com a direção,  a Cultura e/ou as Políticas de Comunicação da empresa no que se refere à Diversidade? Assim como na Imprensa, quando uma notícia é publicada, quando uma empresa torna público sua Política e Ações de Comunicação, ela tem um peso consideravelmente maior, já que passa a figurar como um compromisso. E sabemos que o profissional de Comunicação Corporativa é peça chave na definição do conteúdo e da implementação dessas políticas.

O assunto pautou a edição de Setembro do Café Aberje Campinas, realizado no Café Filosófico da CPFL Cultura (Campinas, SP-Brasil), dia 15, com o tema ‘Diversidade e Gestão da Comunicação’. O evento contou com a participação de 120 pessoas e cinco palestrantes que trouxeram colaborações diversas e muito interessantes sobre suas experiências. Embora o tema fosse mais abrangente, a questão da igualdade para a mulher dominou o debate, seguido pelas questões raciais, de homossexuais e dos portadores de necessidades especiais.

Promover o respeito às diferenças e, ao mesmo tempo, proporcionar condições de igualdade para que Todos e Todas possam ter acesso às oportunidades é o que se espera das empresas, tanto no relacionamento com seu público interno (colaboradores) como com os externos (clientes, fornecedores, parceiros e prestadores de serviços). Basicamente, essa é a proposta da ONU Mulheres, entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres. Esse poder nada mais é do que condição de igualdade em relação aos homens.

Poder para as Mulheres

O motivo é simples, enquanto a mulher não tiver Poder para conciliar suas atividades familiares com as profissionais; Poder para conseguir tempo para estudar mais e melhor se preparar para o mercado de trabalho; Poder para cuidar da sua saúde e da saúde de seus filhos; Poder para ter acesso a apoios e financiamentos bancários que viabilizem os seus empreendimentos, entre outros fatores, ela não terá o Poder de comandar sua própria vida, pessoal e profissional, e de gerenciá-la de maneira a beneficiar a si, aos seus filhos e familiares e, por consequência, contribuir significativamente para o crescimento econômico do seu país.

É. Demorou, mas parece que agora as autoridades (políticas e econômicas) percebem o quanto a Economia perde ao não aproveitar todo o potencial das mulheres no mercado de trabalho.  “O presidente do Banco Mundial disse, ontem mesmo, que não há avanço possível para o mundo enquanto não houver igualdade de gênero. Estamos no limite”, contou Isabel Clavelin, assessora de Comunicação da ONU Mulheres- Oficina Regional para o Brasil e Cone Sul, uma das palestrantes do Café Aberje Campinas. Segundo ela, o Banco Mundial divulgará, nos próximos dias, um relatório sobre o assunto.

Alguns dados interessantes relatados por Isabel dão conta de que, desde que o início das atividades da ONU Mulheres, em janeiro deste ano, 170 empresas já firmaram com a entidade parcerias para criar políticas de empoderamento das mulheres. Dessas empresas, 30% são brasileiras. Ela considera que o grande desafio dos comunicadores é ter a compreensão do que se passa nas empresas, identificar as necessidades e dificuldades das mulheres e traduzir isso, com a linguagem adequada, a todos os públicos, e exemplifica: “Fizemos, recentemente, um curso para jornalistas sobre como essa questão de gênero é abordada muitas vezes inadequadamente nas reportagens, e eles mostraram-se dispostos a rever suas práticas”.

Isabel mencionou um estudo realizado pelo Instituto Ethos e IBOPE, em 2010, sobre o perfil social, racial e de gênero dos funcionários e dirigentes das 500 maiores empresas do Brasil. Conforme esse estudo, observa-se que a participação feminina é de 13,7% no topo da pirâmide/ cargos de comando (um crescimento de 2,2% em relação à 2007). Já as mulheres negras ocupam apenas 0,5% dos cargos de comando.  No setor de Comunicação das empresas, a pesquisa ‘Comunicação Corporativa nas Organizações’, realizada pela Aberje, em parceria com Valor Econômico, em 2008, indica que a situação é mais igualitária. A pesquisa apontou que 59% das pessoas que responderam às questões nos departamentos de Comunicação das empresas são mulheres e que “homens e mulheres dividem os cargos de gerência”, sem indicar números.

Algumas experiências…

Palestrantes, da esquerda para a direita: José Roberto (Santander), Anna Paula (Dow América Latina), Hélio (IBD), Isabel (ONU Mulheres) e Rozália (C&A Brasil)

Outros palestrantes do evento relataram suas experiências. Anna Paula Dacar, diretora Comercial e de Desenvolvimento de Novos Negócios para Materiais Especiais da Dow América Latina, contou sobre o trabalho realizado na empresa, através de grupos de voluntários, para detectar e apoiar potencialidades de funcionários mulheres, negros e portadores de necessidades especiais. “O objetivo é promover uma mudança na cultura organizacional. Percebemos que mulheres na liderança são o pilar do nosso crescimento e sucesso no mercado”, disse ela.

Já a gerente de Comunicação Corporativa da C&A Brasil, Rozália Del Gáudio, mencionou o fato da rede de lojas ter sido a primeira no Brasil a ter um garoto propaganda negro, o Sebastian; o programa Portas Abertas, que disponibiliza vagas para portadores de necessidades especiais; de terem, entre seus funcionários, a maioria de mulheres (70%); a concessão (neste ano) do benefício de convênio médico aos companheiros de funcionários homossexuais, reconhecendo-os como casais; entre outras iniciativas.

José Roberto Cavallin, superintendente executivo da área de Educação Corporativa, Diversidade e Qualidade de Vida do Banco Santander, disse que essa questão de gênero não está na cultura do Banco, assim como não está na cultura da sociedade brasileira, mas está, sim, no posicionamento estratégico do Banco, que tem entre seus principais públicos as correntistas. “Percebemos que as mulheres, em geral, são mais conservadoras, costumam pagar suas contas em dia, e isso influencia positivamente na análise de risco para conceder um empréstimo, por exemplo. Percebemos que elas querem ser tratadas como iguais, sem diferenciação em relação aos homens”, disse ele.

Por essa razão, segundo ele, o Banco tem ações dirigidas às clientes mulheres, mas não são específicas nem explicitadas, como a abordagem de temas relacionados em Blog do qual participam, através da Editora Abril. Internamente, o Banco oferece apoio à gestante e postos de amamentação nas agências, entre outras ações. José contou que o Banco tem 58% de mulheres entre seus funcionários e 40% de mulheres nos cargos de gerência.

O preconceito invisível

Respondendo a uma pergunta da plateia sobre como lidar com a invisibilidade do preconceito nas empresas, Hélio Santos, Presidente do Instituto Brasileiro da Diversidade/IBD, estudioso do assunto e atuante no Movimento Negro, disse: “O que não é visto, não pode ser eliminado (…) A responsabilidade social corporativa não pode ser só um slogan. Caminhamos para a Sustentabilidade Moral nesse País (…) Esse discurso de riqueza cultural é muito da boca para fora, precisamos fazer valer isso. Os consumidores tendem a exigir das empresas respostas de ações morais (…)”.

Diversidade na gestão da Comunicação é o tema do Café Aberje Campinas

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Café Aberje Campinas, realizado em Agosto, teve como tema a Os Processos e Sistemas de Gestão de Relacionamento

Vivências e experiências dos palestrantes prometem um debate enriquecedor para profissionais de Comunicação. Inscrições gratuitas.

A Diversidade é um tema cada vez mais discutido em todos os setores da sociedade e não poderia ser diferente no âmbito da Comunicação Corporativa. “Cada pessoa é única e, portanto, diferente da outra. As empresas que reconhecem e valorizam a diversidade entre as pessoas, possuem um grande potencial para os seus negócios. Valorizar as diferenças é valorizar o potencial, o talento e a criatividade de cada um…”, justifica a direção da Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial), para a escolha do tema “Diversidade e gestão da comunicação” para a edição de Setembro do Café Aberje Campinas, dia 15, quinta-feira, às 9h, no Café Filosófico da CPFL Cultura.

Questões sobre como a comunicação pode contribuir para a valorização da diversidade no ambiente de trabalho e no âmbito das relações empresariais, como lidar com os diversos públicos e suas valiosas diferenças devem ser discutidas no evento, que tem inscrições gratuitas delimitadas à capacidade do espaço. (veja como fazer sua inscrição ao final do texto) O objetivo da Aberje com o evento é promover intercâmbio de experiências e talentos em comunicação empresarial no interior do estado de São Paulo.

Além de pães, bolos, sucos e o cafezinho, o cardápio do Café Aberje Campinas deste mês está recheado de personalidades com grande vivência e experiência no assunto Diversidade. Os convidados são Hélio Santos, Presidente do Instituto Brasileiro da Diversidade/IBD; José Roberto Cavallin, Superintendente Executivo da área de Educação Corporativa, Diversidade e Qualidade de Vida do Banco Santander; Rozália Del Gáudio, gerente de Comunicação Corporativa da C&A Brasil; Isabel Clavelin, assessora de Comunicação da ONU no Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher, e Anna Paula Dacar, Diretora Comercial e de Desenvolvimento de Novos Negócios para Materiais Especiais da Dow América Latina.

Após a abertura e uma apresentação de cada palestrante, os presentes podem participar do debate fazendo perguntas e considerações sobre o tema. O Café Aberje Campinas é uma realização do Capítulo Aberje Campinas e da CPFL Energia.

SERVIÇO

O quê?

Edição de Setembro do Café Aberje Campinas, com o tema “Diversidade e gestão da comunicação” .

Quando?

A partir das 9h do dia 15 de setembro de 2011, quinta-feira.

Onde?

No Café Filosófico da CPFL Cultura (Rua Jorge Figueiredo Corrêa, 1632 – Chácara Primavera), Campinas (SP).

Como?

A participação é gratuita. Inscreva-se diretamente neste link:

http://www.aberje.com.br/eventos/cafeaberje/ficha.asp

* Mais informações podem ser obtidas na Aberje, com Emiliana Ribeiro, por e-mail emiliana@aberje.com.br  ou pelo telefone 11-3662-3990. Ou, ainda, diretamente na CPFL pelo fone 19-3756-8000.