Jornalista de Campinas (SP-Brasil), Amanda Cotrim, promove seminário, neste sábado (30)

‘Aproximar mundos; desmistificar Cuba’ é o tema do seminário. Contar sobre minha experiência foi o caminho encontrado para aproximar esses dois lugares tão distintos e, ao mesmo tempo, tão semelhantes (Brasil e Cuba)

Amanda Cotrim, Especial para o Blog da Mi

Em minha primeira viagem internacional, tive como destino Cuba (e não poderia ser diferente). Com o apoio do Ministério da Cultura do Brasil, fui para a Ilha estudar cinema, na Escola de Cinema e TV de Cuba, que fica em San Antonio de los Baños, no interior da província Havana, capital do país.

O curso teve duração de quinze dias, mas eu dobrei esse número e fiquei um mês em Cuba. Apesar do pouco tempo, pude conhecer, de fato, o que nem tudo a teoria é capaz de abarcar.

No primeiro momento, quando “pisei” no aeroporto José Martí, meus músculos enrijeceram por completo. Estava em Cuba. A primeira certeza disso foi o cheiro: a Ilha tem cheiro.

Apesar de ir estudar cinema, estava com meu gravador e minha máquina fotográfica nas mãos, dispostas a recolher o máximo de material possível para realizar uma grande reportagem. Nessas horas o “espírito” de repórter fala mais alto. Cumpri com o que prometi a mim. Trouxe de Cuba grandes histórias.

Amanda “ao lado de ” Glauber Rocha, na Escola de Cinema e TV de Cuba

Também pude me revoltar ao perceber que fui completamente enganada sobre Cuba. Primeiro, a Ilha não é uma ilha. Segundo, em Cuba a liberdade de expressão não só existe como se manifesta com muita naturalidade. Não é por menos que gravei (com gravador mesmo) com alguns cubanos conversas sobre política, cultura, saúde, imprensa, entre outros.

Pude conhecer um hospital cubano, pois, infelizmente, tive problemas de saúde na ilha. Entraram grãos de areia no meu olho, durante um passeio na praia, e eu acabei pegando conjuntivite. O tratamento que recebi em Cuba foi rápido e fácil. Pude conhecer um pedacinho do bolo tão invejado e admirado pelo mundo: a saúde cubana.

Pretendo ressaltar que os Cubanos não são ET´s: eles amam, brigam, dançam, comem porcaria (salgados, refrigerantes, etc), fumam, bebem, falam palavrão, se irritam, amam, tomam cerveja e gostam MUITO de cinema! (risos). A diferença dos cubanos está num campo que não se atinge de um dia para o outro: os valores. Esses que só foram transformados porque, na prática, houve um mudança estrutural, na economia, na política e, consequentemente, na sociedade.

Meu objetivo com o seminário, na Fábrica Flaskô, é esse:  Aproximar mundos; desmistificar Cuba. Contar sobre minha experiência foi o caminho encontrado para aproximar esses dois lugares tão distintos e, ao mesmo tempo, tão semelhantes (Brasil e Cuba). O seminário contará com  apoio de imagem, vídeo e áudio.

“Cuba Livre”

“Crianças Cubanas”

 

Fotos: Arquivo pessoal Amanda Cotrim

 

Serviço:

O quê: Seminário Cuba (participação gratuita)

Quando: Sábado, 30 de junho de 2012, às 16h

Onde: Fábrica Flaskô- Rua Marcos Dutra Pereira, 300, Jardim Bandeirantes, Sumaré (SP)

Contato: (19) 3864.2624

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