Seminário nacional , realizado no Rio de Janeiro, entre 29/11 e 01/12, será transmitido via Internet. Convidados irão responder perguntas enviadas por e-mail. 

Além de assistir ao Seminário Nacional ao vivo, pela Internet, as pessoas vão poder participar do debate, enviando perguntas por e-mail. Esse é um grande diferencial dessa 8ª edição do A Mulher e A Mídia (de 29 de Novembro a 1º de Dezembro, na cidade do Rio de Janeiro), que neste ano terá como tema central Mídia, Sexismo e Racismo: uma pauta ainda em questão?. A expectativa do Instituto Patrícia Galvão, um dos realizadores do evento, é de que entre 500 e 1.000 pessoas acompanhem os debates através do site Agência Patrícia Galvão.A transmissão online foi a alternativa encontrada para ampliar a visibilidade dos debates, diante da redução significativa no limite de participantes do Seminário Nacional A Mulher e A Mídia, de 250 (em 2010) para 150 em 2011, devido à mudança de local (neste ano será em auditório do BNDES). A Agência Patrícia Galvão explica que as perguntas serão recebidas durante as exposições dos debatedores das Mesas/ Temas e, na medida do possível, respondidas na sequência.

Tema

O principal motivo da escolha do tema do A Mulher e A Mídia deste ano é que 2011 é o Ano Internacional dos Afrodescentes, conforme calendário definido pela ONU (Organização das Nações Unidas). Tradicionalmente, o Seminário aborda questões sobre os direitos das Mulheres em relação às abordagens da Mulher pela Mídia, mas pode incluir outros temas relacionados aos Direitos Humanos, como o combate ao racismo nesta edição.

Na edição anterior, A Mulher e A Mídia 7 (veja resumo no vídeo, ao final do post), por exemplo, o debate foi sobre A Mídia e as Mulheres no Poder, devido ao momento histórico com a eleição da primeira presidente do Brasil, Dilma Rousseff. Detalhes como temas das Mesas, debatedores, conteúdo dos debates, fotos e vídeos são disponibilizados no site da Agência Patrícia Galvão. Essa cobertura completa deve se repetir neste ano.

Profissionais de Comunicação

Entre os públicos alvo do A Mulher e A Mídia 8 (pessoas que atuam com Comunicação, Gênero e Raça/ Etnia) , os profissionais de Comunicação (jornalistas, publicitários, relações públicas, mkt, etc.) são considerados muito importantes pelos organizadores do evento, já que lidam diretamente com as questões abordadas. Tradicionalmente, alguns destes profissionais também são convidados a participar das Mesas de discussão e debate, para trazer à público suas experiências e impressões.

Para a edição desse ano do A Mulher e A Mídia 8, os nomes dos convidados e os temas específicos de cada Mesa devem ser definidos nos próximos dias. Contudo, a Agência Patrícia Galvão nos antecipou algumas discussões que não vão faltar, como a forma de representação de mulheres e negros nas campanhas publicitárias veiculadas na Mídia, a imagem do trabalho dos negros nas telenovelas, a cobertura jornalística sobre racismo no Brasil e a presença de negros nas Redações.

A base dessa discussão sobre negros nas Redações será a campanha da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) pela Autodeclaração Racial e Étnica dos Jornalistas, lançada recentemente. Outra ferramenta para as discussões será o Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas, realizado neste ano em parceria da Fenaj com a ONU Mulheres, para preparar jornalistas e estudantes de Jornalismo para a abordagem desses temas com atitude crítica, reflexiva, ética e humanizadora. Para o curso, foi utilizado um Guia para Jornalistas sobre Gênero, Raça e Etnia.

Para participar no RJ

Interessados em participar do evento, no Rio de Janeiro, podem fazer sua Pré-inscrição A Mulher e A Mídia 8 antes das 18h de 9 de Novembro. Os participantes serão selecionados conforme a área de atuação e interesse no tema, até o limite de 140 vagas. O Seminário A Mulher e A Mídia 8 é uma realização do Instituto Patrícia Galvão, da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) do governo federal, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) do governo federal, da Fundação Ford e da ONU Mulheres, com apoio do BNDES.

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